"País sairá da crise só após 2018", diz Neto
O prefeito ACM Neto (DEM) falou ontem sobre as incertezas no que se refere à economia diante do atual cenário político brasileiro. Declarando que “não está otimista”, o democrata afirmou em entrevista à Rádio Metrópole que a retomada do crescimento do país em 2019 vai depender de um nome “legitimado pelo povo”. “Infelizmente, não sou otimista com relação ao que se pode produzir e a dimensão disso até o ano que vem.
Vamos precisar de um governo legitimado pelo voto direto para que a partir de 2019 o país volte para um caminho sólido e consistente”, declarou. Ele afirmou que a crise deve ser o assunto principal das pautas até o fim do governo. “A situação é muito difícil. Eu acho que a crise, essa pauta, só será superada com a eleição do ano que vem. Até a eleição do ano que vem, a principal pauta será essa: crise, Lava Jato, desdobramentos, impactos na economia, no funcionamento do governo”, acrescentou. Ele voltou a citar a necessidade de uma reforma política que realmente altere pontos cruciais no sistema político brasileiro.
“O Macron se elegeu presidente da França com 39 anos, com o discurso de mudança. Eu não sei se no sistema brasileiro, sem apoio, alguém pode chegar lá. No Brasil tem o tempo de TV, que é medido pelo tamanho de cada partido. Depois se abre um mercado com isso. O tempo está passando e a reforma política deveria acontecer até outubro desse ano, acabar o fim da coligação proporcional e discutir o financiamento de campanha”, analisa. “Toda essa crise, esse preço altíssimo, tudo que está acontecendo agora é bom, porque vamos sair mais fortes disso. Vamos expurgar muita gente. Infelizmente, pode se estar perdendo uma grande oportunidade de discutir a situação da política. Poderemos ter o caixa 2 desenfreado, o dinheiro ilícito desenfreado. Você vai no Rio, o PCC financia campanhas de vereadores e deputado. O país perde a chance de discutir essa reforma política”, destacou o prefeito.
Sobre eleições, o prefeito disse que ainda não confirma seu nome na disputa: “Acho que o momento não é esse ainda. A eleição é no ano que vem e estou observando todos os movimentos da política e da população. Boa parte das pessoas ainda não está ligada na eleição de 2018. Qualquer pessoa que liga a TV é bombardeada com coisas ruins na política, sobretudo vindas de Brasília. Eu tenho tido toda cautela ao tratar desse assunto. Óbvio que não vou descartar a possibilidade de ser candidato. Hora nenhuma na eleição do ano passado eu nunca disse que não seria candidato. Só começo a definir esse assunto no fim desse ano e começo do próximo”.
Prefeito defende que Temer mantenha reformas
Questionado sobre as chances que o presidente Michel Temer tem de seguir no governo e conseguir implantar definitivamente medidas econômicas como as reformas trabalhista e da Previdência, o prefeito ACM Neto afirmou que a continuidade do peemedebista “vai depender dos fatos que surgirem”. Anteontem, ele já havia afirmado que o DEM continuará na base do Palácio do Planalto. Neto classificou a política como “caixinha de surpresas” e disse que o apoio dos tucanos é fundamental para a sustentação do governo. “A vitória de no TSE [Tribunal Superior Eleitoral] foi importante para Temer. A decisão do PSDB de não romper com o governo reforça a maioria congressual de Temer.
Se o governo conseguir manter a agenda de votações, ele chega até dezembro de 2018”, analisou.
O gestor municipal ainda aproveitou para alfinetar os governos Lula e Dilma. “A dependência do governo em relação ao Legislativo é absoluta. Temos observado com muita cautela, o país está pagando um preço altíssimo desde 2014. Não podemos esquecer a contribuição que o PT deu para quebrar o país. Vejo políticos do PT fazerem manifestação, manifestação contra eles que quebraram o país, pelo amor de Deus”, ressaltou.
O gestor municipal ainda aproveitou para alfinetar os governos Lula e Dilma. “A dependência do governo em relação ao Legislativo é absoluta. Temos observado com muita cautela, o país está pagando um preço altíssimo desde 2014. Não podemos esquecer a contribuição que o PT deu para quebrar o país. Vejo políticos do PT fazerem manifestação, manifestação contra eles que quebraram o país, pelo amor de Deus”, ressaltou.
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